segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Mudaram o nome do estádio baiano





Refletindo sobre as mazelas do corrupto futebol brasileiro, lembrei-me, nos últimos dias, dos saudosos tempos nos quais eu vibrava com as vitórias do Esporte Clube Bahia, preferencialmente aos domingos, no Estádio  da Fonte Nova, oficialmente chamado de Estádio Octávio Mangabeira.

Inaugurado em 1951, o nome do estádio era uma homenagem ao maior governador da Bahia de todos os tempos: Dr. Octávio Mangabeira (político, engenheiro, professor e intelectual). O ilustre homem público governou a Bahia de 1947 a 1951.

Com a implosão do antigo estádio, que poderia ser reformado (caso não fôssemos o país das maracutaias), em agosto de 2010, a Bahia esperava que o novo equipamento futebolístico continuasse com o nome do ilustre homenageado.

Hoje, o Estádio Octávio Mangabeira faz parte da história do futebol brasileiro. Como o futebol é uma máquina de fazer dinheiro, com forte dose de corrupção, o nome do estádio é ARENA FONTE NOVA (ou Arena Itaipava Fonte Nova), nome de uma marca de cerveja nacional.

Não li ou tomei conhecimento de nenhuma reação contra esta falta de respeito no tocante ao nome do ex-governador da Bahia que foi retirado do maior  estádio baiano. O nome, verdade seja dita, deveria ser: Arena Octávio Mangabeira (popularmente, Arena Fonte Nova).

Como estamos num capitalismo selvagem e hedonista, os `´ donos `` do futebol baiano preferiram mudar o nome do estádio que marcou a minha vida  e as vidas de milhões de futebolistas brasileiros.

A retirada do nome do Dr. Octávio Mangabeira é uma afronta aos bons princípios que deveriam caracterizar a prática esportiva em nosso estado.  Coisas normais de um futebol marcado por caracteres corrompidos, estádios superfaturados e uma série de mazelas que envergonham aos homens de bem que ainda existem `` no esporte das multidões `` brasileiro. No mais, tenho dito!

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