Refletindo sobre as
mazelas do corrupto futebol brasileiro, lembrei-me, nos últimos dias, dos
saudosos tempos nos quais eu vibrava com as vitórias do Esporte Clube Bahia,
preferencialmente aos domingos, no Estádio da Fonte Nova, oficialmente chamado de Estádio
Octávio Mangabeira.
Inaugurado em 1951, o nome
do estádio era uma homenagem ao maior governador da Bahia de todos os tempos:
Dr. Octávio Mangabeira (político, engenheiro, professor e intelectual). O
ilustre homem público governou a Bahia de 1947 a 1951.
Com a implosão do antigo
estádio, que poderia ser reformado (caso não fôssemos o país das maracutaias),
em agosto de 2010, a Bahia esperava que o novo equipamento futebolístico
continuasse com o nome do ilustre homenageado.
Hoje, o Estádio Octávio
Mangabeira faz parte da história do futebol brasileiro. Como o futebol é uma
máquina de fazer dinheiro, com forte dose de corrupção, o nome do estádio é
ARENA FONTE NOVA (ou Arena Itaipava Fonte Nova), nome de uma marca de cerveja
nacional.
Não li ou tomei
conhecimento de nenhuma reação contra esta falta de respeito no tocante ao nome
do ex-governador da Bahia que foi retirado do maior estádio baiano. O nome, verdade seja dita,
deveria ser: Arena Octávio Mangabeira (popularmente, Arena Fonte Nova).
Como estamos num
capitalismo selvagem e hedonista, os `´ donos `` do futebol baiano preferiram
mudar o nome do estádio que marcou a minha vida
e as vidas de milhões de futebolistas brasileiros.
A retirada do nome do Dr.
Octávio Mangabeira é uma afronta aos bons princípios que deveriam caracterizar
a prática esportiva em nosso estado. Coisas
normais de um futebol marcado por caracteres corrompidos, estádios
superfaturados e uma série de mazelas que envergonham aos homens de bem que
ainda existem `` no esporte das multidões `` brasileiro. No mais, tenho dito!
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