quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Trocaram o nome de um governador pelo nome de uma cerveja



Embora seja baiano, nascido na capital, não consigo entender, de uma forma racional, o porquê de terem trocado o nome do maior estádio da história do futebol baiano  pelo nome de uma marca de cerveja. São coisas absurdas protegidas por uma sociedade consumista e alienada que perdeu a essência dos mais nobres valores de um ser humano.

Não aceito o fato de terem trocado a homenagem ao maior governador da Bahia, pelo menos do Século XX, por qualquer marca de cerveja ou bebidas sem álcool.  O Governador Octávio Mangabeira, 1947 -1951,  foi um dos maiores intelectuais baianos do século passado. Engenheiro civil, professor, político, brilhante orador e literato, o seu nome foi, merecidamente, colocado no estádio soteropolitano inaugurado em 1951.

Como os tempos são outros, de capitalismo selvagem, hedonista e desumano, trocaram, alguns `` gênios `´ dos estádios superfaturados, o nome da maior praça esportiva futebolística baiana para Itaipava Arena Fonte Nova.

Moral da história: uma cerveja é mais importante do que uma homenagem a um homem probo como Octávio Mangabeira. Tais coisas, verdade seja dita, confirmam que estamos em tempos de hedonismo exacerbado e que valores, outrora respeitados, estão fora de moda nos dias atuais.

No final da década de 90, outro absurdo político: trocaram o nome do Aeroporto Internacional Dois de Julho para Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, para satisfazer aos caprichos de uma personalidade política muito controversa em todo o território nacional.

Trocaram os nomes do aeroporto e do estádio. Desrespeitaram à   Data Magna da Bahia (02 de julho) e ao insigne Governador Octávio Mangabeira. Virão novos absurdos ? Não tenhamos dúvidas, brasileiros de boa vontade, que, no Brasil, tudo é possível, pois as leis são compridas e não cumpridas (com exceções, é claro).

A BAHIA DE TODOS NÓS precisa de uma nova mentalidade. A Bahia é de todos os baianos e não de um partido político. Dói saber que, pelo menos na Bahia, uma marca de cerveja é mais importante do que o nome de um governador ilustre. No mais, tenho dito!

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